Conceito de Pobreza – Causas e Consequências Existem várias abordagens ao tema da pobreza e defini-la num único conceito é quase impossível, havendo por isso, vários indicadores de desigualdade. Contudo, podemos considerar a pobreza como a falta de condições básicas para o ser humano. O termo pobreza pode estar associado à pobreza material, escassez de recursos materiais, ou à pobreza social, exclusão da sociedade devido à falta de recursos para participar nas actividades culturais e sociais. No que diz respeito à pobreza material, destaca-se a ausência de alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde, causada pela carência de rendimentos. Ao nível da pobreza social (exclusão social), está a incapacidade de participar activamente na sociedade, a falta de acesso há educação e há informação.
Segundo fonte do banco mundial, existem outras definições de pobreza: a pobreza extrema, quando se vive com menos de um dólar por dia, e a pobreza moderada, viver com um a dois dólares por dia. A pobreza mais severa, segundo um relatório das Nações Unidas em 2007, encontra-se nos países subdesenvolvidos contudo, existe por todo globo, apesar de não ser muito divulgada. No que diz respeito às causas da pobreza não podemos apontar uma única causa, mas sim, um conjunto de factores, sendo estes os mais importantes: - Factores políticos – desigualdade de oportunidades e corrupção;
- Factores socioculturais – descriminação e exclusão social, reduzida instrução;
- Factores económicos – sistema fiscal inadequado e socialmente injusto.
Em relação às consequências da pobreza pode-se destacar a fome; as doenças; a discriminação e exclusão social; a baixa esperança de vida; entre outros. Em suma, podemos afirmar que “muitas das consequências da pobreza são também causas da mesma” criando assim um ciclo de pobreza e que, esta existe a uma escala mundial. Apesar de estar a diminuir, a pobreza, “é ainda um problema enorme e dramático”. Marta Pinto
Fontes: http://jn.sapo.pt/blogs/africanmoon/archive/2008/08/18/conceito-de-pobreza-factores-e-causas.aspxem 03/10/2009 http://pt.wikipedia.org/wiki/Pobrezaem 03/10/2009
COMENTÁRIO: Precisar objectivar melhor o texto; citar fontes; dar exemplos. (Lívia M. 15.10.2009)
Texto actualizado em 22/10/2009
Ecoaldeias Pequena comunidade de pessoas (entre 30 e 1000), que se baseia na comunidade, ecologia e espiritualidade. As ecoaldeias têm como objectivo proporcionar um estilo de vida harmonioso, quer com a natureza, quer com os outros membros da comunidade, sendo sustentável, no sentido de dar uma maior prioridade à produção local de alimentos orgânicos, energias renováveis, construção ecológica, funções de apoio social e familiar, conseguindo uma elevada qualidade de vida sem problemas ambientais.
A comunidade pode ser urbana ou rural, altamente tecnológica ou não, dependendo das circunstâncias e das convicções. O que é comum é o profundo respeito pela natureza e pelos seres humanos como parte integral da mesma.
Nestas comunidades as pessoas sentem-se apoiadas e responsáveis pelos que os rodeiam, criando um forte espírito de grupo. São suficientemente pequenas de modo que todos se sintam ouvidos e respeitados. Deste modo as pessoas participam nas decisões que afectam as suas vidas e a comunidade de uma forma transparente. As ecoaldeias permitem aos seus membros explorar a sua relação espiritual com a terra. A interacção com o solo, água, vento, plantas e animais faz parte da vivência quotidiana. As necessidades diárias – comida, roupa e abrigo – são obtidos com respeito pelos ciclos da natureza. Todos expressam um profundo respeito pelos aspectos espirituais da vida.
AVALIAÇÃO: Trabalhos genéricos, mas claros e bem apresentados. Falta aprofundar e exemplicar.(Suficiente)- lmadurei Nov 9, 2009
5 COESÃO SOCIAL 5.1 Distribuição do rendimento e o risco de pobreza.
Em Portugal "o risco de pobreza após transferências sociais (20 por cento em 2004) e as desigualdades na distribuição dos rendimentos (rácio 8,2 em 2004) são das mais elevadas na União Europeia (UE)". A população mais idosa é a mais atingida pela pobreza, sendo que as despesas com a protecção social representavam 24,9 por cento do PIB, longe da média de UE de 27,3 por cento.
Nos países onde a desigualdade da distribuição do rendimento é menos marcada, a taxa de pobreza é menor, deste modo, pode-se avaliar o risco de pobreza.
Bruxelas identifica "seis riscos multidimensionais e sistémicos que afectam fortemente a inclusão em Portugal", sendo o primeiro dos quais a "pobreza infantil e pobreza dos idosos".
O insucesso escolar e abandono escolar precoce, os baixos níveis de qualificação, a participação diminuta em acções de aprendizagem ao longo da vida, a infoexclusão e ainda desigualdades e discriminação no acesso aos direitos das pessoas com deficiência e dos imigrantes, são outros riscos.
A Comissão Europeia destaca a adopção de medidas de combate à pobreza como "a activação do Rendimento Social de Inserção", os "Contratos de Desenvolvimento Social" e o "Complemento Solidário para Idosos", considerando, no entanto, que estas "não são suficientes para reduzir de forma significativa a pobreza".
“Em Portugal o risco de pobreza e as desigualdades na distribuição dos rendimentos são dos mais elevados da União Europeia, segundo o Relatório Conjunto de 2008 sobre Protecção e Inclusão Social divulgado em Bruxelas.”
5.2) Agregados familiares sem indivíduos empregados
Ter um emprego por contra própria ou por conta de outrem é um factor de diminuição do risco de pobreza.
Contudo, tendo em conta o peso da população trabalhadora na população em idade activa, verifica-se que a percentagem de trabalhadores que se encontram abaixo do limiar de pobreza esconde valores
absolutos relevantes.
O reconhecimento formal da existência de situações de in-work poverty nos Estados Membros, implicou uma necessidade de definição de indicadores e variáveis no contexto do Método Aberto de Coordenação na
Inclusão Social e da Estratégia Europeia de Emprego. Com estes novos indicadores será possível um melhor
conhecimento das causas e mecanismos de reprodução da pobreza junto da população que se encontra
inserida no mercado de trabalho e, consequentemente, poderá permitir mudanças nas orientações e
estratégias das políticas e medidas de inclusão social e de luta contra a pobreza.
A definição de in-work poverty utilizada no contexto do Método Aberto de Coordenação na Inclusão Social e
da Estratégia Europeia de Emprego tem como base a definição de trabalhadores pobres como os indivíduos
que se encontram inseridos no mercado de trabalho e cujo rendimento equivalente disponível – ou
seja, o rendimento disponível total do agregado familiar dividido pela sua "dimensão equivalente"– se
situa abaixo dos 60% da mediana nacional do rendimento equivalente.
Desta forma, a definição de in-work poverty abrange não só os trabalhadores pobres mas também o seu
agregado familiar. Uma abordagem efectuada ao nível do agregado familiar permite um enfoque nas
condições económicas de todas as pessoas – independentemente da idade e da situação face ao emprego –
que vivem em agregados onde existe pelo menos uma pessoa inserida no mercado de trabalho. Na base
desta abordagem prevalece a percepção de uma divisão dos recursos dentro do agregado familiar. Desta
forma, as condições económicas dos indivíduos dependem da soma de todos os recursos económicos
existentes no agregado e, consequentemente, o rendimento de um dos membros do agregado familiar pode
ser relativamente elevado e, no entanto, encontrar-se abaixo do limiar de pobreza. As famílias numerosas,
em que apenas um elemento se encontra inserido no mercado de trabalho e cujo rendimento não é suficiente
para evitar que todo o agregado familiar se encontre abaixo do limiar de pobreza, são exemplos destas
situações. Por outro lado, verifica-se igualmente a situação oposta, ou seja, trabalhadores com baixos
rendimentos que não se encontram em risco de pobreza devido ao rendimento total do agregado familiar,
como por exemplo, jovens com baixos rendimentos mas que podem usufruir de um nível de vida acima do
permitido pelo seu salário pelo facto de ainda se encontrar em casa dos pais e usufruir dos recursos deste
agregado familiar.
5.3 Desemprego de Longa Duração O que é considerado Desemprego de Longa Duração? Consideram-se em situação de Desemprego de Longa Duração, os trabalhadores dependentes ou independentes que, tendo disponibilidade para o trabalho, estejam desempregados há mais de 12 meses e inscritos no respectivo centro de emprego. Esta situação é certificada pelo Centro de Emprego em que o participante encontre inscrito. Segundo dados do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, no fim de Dezembro do ano passado, estavam registadas nos centros de emprego mais de 402 mil pessoas à procura de trabalho. Destas, mais de um terço, ou seja, mais de 143 mil, estavam à procura de emprego há mais de um ano. Estas últimas estatísticas oficiais conhecidas, mostram também que cerca de 80% dos desempregados de longa duração tem mais de 35 anos. O desemprego afecta financeiramente e também psicologicamente a população, levando estes á exclusão social.
Não existe uma causa específica para o Desemprego de Longa Duração. Quando uma legislação laboral pouco flexível e o baixo nível de formação de desempregados, juntamente à inexistência de programas de formação que possibilitem a reconversão desses trabalhadores, são factores que o promovem.
Segundo a informação transmitida pelo quadro 5.1 "Desemprego de Longa Duração" vemos que entre o ano de 1999 e de 2003, a Alemanha era líder, entre os países europeus, em Desemprego de Longa Duração com as percentagens entre 4.3% e 4.6%. Portugal encontrava-se em 13º lugar da tabela com os valores entre 1.8% e 2.2%.
Quando se analisa o andamento do desemprego de Longa Duração na União Europeia, vemos que houve uma diminuição em meados da década de 90, contudo em 2002 houve um agravamento, podendo mesmo afirmar que hoje em dia o desemprego encontra-se numa situação caótica. Portugal é um dos países com uma taxa muito elevada de Desemprego de Longa Duração, e esta taxa está em crescimento.
Oito em cada dez Desempregados de Longa Duração têm mais de 35 anos. Provavelmente esta percentagem tende a vir a aumentar uma vez que o Governo Português considera Desempregados de Longa Duração, todas as pessoas que tiverem inscritas nos centros de emprego há mais de seis meses. Quais as causas? Segundo o Banco de Portugal, cada desempregado passa em média 23 meses à procura de trabalho, o número mais elevado da última década. Logo, é plausível deduzir que uma explicação para o problema do aumento do desemprego de longa duração, está relacionada com o abrandamento da economia, uma vez que esse abrandamento provoca o aumento do número de falências e, logicamente uma redução de actividades por parte das empresas.
Quais as consequências? Uma das consequências mais notórias do desemprego de longa duração é o aumento das reformas antecipadas. Entre Janeiro e Dezembro do ano passado, trinta mil pensionistas entraram na reforma antecipada em Portugal. No entanto cerca de 15300 dos novos reformados já não tinham trabalho há mais de um ano sendo essa a principal razão para requerer a saída da vida activa, pois é a única forma de garantir sustento uma vez terminado o subsídio de desemprego.
Medidas atenuantes Para combater este problema, o governo decidiu conceder apoios às empresas que celebrem contratos sem termo com desempregados de longa duração, através da isenção do pagamento das contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora por um período de 36 meses ou, atrás do apoio directo à contratação no montante 2.000€ em acumulação com a isenção do pagamento de contribuições para a Segurança Social pelo período máximo de 24 meses. Fontes: ·http://diario.iol.pt/economia/portugal-desemprego-desempregados-longa-duracao-instituto-de-emprego/1039615-4058.html
Países desenvolvidos são países que têm alto nível de desenvolvimento económico e social. Um dos critérios considerados para considerar um país desenvolvidoo é a renda per capita e o valor do produto intrno bruto per capita de cada país. Outro critério económico é a industrialização. os países onde o sector terciário e quaternário da industria predominam na economia são considerados desenvolvidos. Mais recentemente surgiu outra medida, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede três dimensões: riqueza, educação e esperança média de vida. Os países desenvolvidos geralmente são os que apresentam IDH elevado. 2.Exemplos de países desenvolvidos
Alguns dos países desenvolvidos: EUA, Canadá, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Japão.
3.Quais são os aspectos (variáveis) chave para o desenvolvimento de um país?
O desenvolvimento económico e social (pagamento de impostos), a industrialização (criação de postos de trabalho com a construção de empresas) e a riqueza (produto de um país) são os principais factores que influenciam o desenvolvimento de um país. 4.Porque há tantas diferenças entre o nível de desenvolvimento dos países?
O nível de desenvolvimento dos países diferencia de uns para os outros porque cada país tem um produto diferente, tem um nível de industrialização diferente, uma diferente taxa de pobreza e estes factores fazem com que o desenvolvimento dos países seja diferente.
Marta Pinto
Poder de compra 24% abaixo da média europeia O poder de compra dos portugueses encontra-se 24% abaixo da média dos restantes países da Europa encontrando-se assim no 22ºlugar da tabela. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas o PIB per capita de Portugal ajusta-se à paridade do poder de compra, situa-se em apenas 76%, longe do 276%do Luxemburgo. Olhando apenas para o território nacional, os 16 concelhos com menor poder de compra per capita estavam, em 2007, situados na região Norte. Em primeiro lugar, a oferecer o maior poder de compra de toda a Europa, está o Luxemburgo, quase três vezes superior à média. Segundo números do Eurostat, Portugal ocupa a 11.ª posição na lista de salários mínimos dos países da UE, com 525 euros. As disparidades são grandes e os valores oscilam entre os
123 euros mensais e os 1600 euros. Em Janeiro de 2009, o montante mais elevado encontrava-se no
Luxemburgo nos 1642 euros por mês.
Portugal tem de liberalizar a economia, aliviar o peso do Estado, quer fiscal quer regulamentar, e pôr a casa em ordem em termos financeiros (sobretudo no orçamento), para permitir o desenvolvimento das empresas e dos mercados.
Marta Pinto
O termo pobreza pode estar associado à pobreza material, escassez de recursos materiais, ou à pobreza social, exclusão da sociedade devido à falta de recursos para participar nas actividades culturais e sociais.
No que diz respeito à pobreza material, destaca-se a ausência de alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde, causada pela carência de rendimentos.
Ao nível da pobreza social (exclusão social), está a incapacidade de participar activamente na sociedade, a falta de acesso há educação e há informação.
Segundo fonte do banco mundial, existem outras definições de pobreza: a pobreza extrema, quando se vive com menos de um dólar por dia, e a pobreza moderada, viver com um a dois dólares por dia.
A pobreza mais severa, segundo um relatório das Nações Unidas em 2007, encontra-se nos países subdesenvolvidos contudo, existe por todo globo, apesar de não ser muito divulgada.
No que diz respeito às causas da pobreza não podemos apontar uma única causa, mas sim, um conjunto de factores, sendo estes os mais importantes:
- Factores políticos – desigualdade de oportunidades e corrupção;
- Factores socioculturais – descriminação e exclusão social, reduzida instrução;
- Factores económicos – sistema fiscal inadequado e socialmente injusto.
Em relação às consequências da pobreza pode-se destacar a fome; as doenças; a discriminação e exclusão social; a baixa esperança de vida; entre outros.
Em suma, podemos afirmar que “muitas das consequências da pobreza são também causas da mesma” criando assim um ciclo de pobreza e que, esta existe a uma escala mundial. Apesar de estar a diminuir, a pobreza, “é ainda um problema enorme e dramático”.
Marta Pinto
Fontes:
http://jn.sapo.pt/blogs/africanmoon/archive/2008/08/18/conceito-de-pobreza-factores-e-causas.aspx em 03/10/2009
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pobreza em 03/10/2009
COMENTÁRIO: Precisar objectivar melhor o texto; citar fontes; dar exemplos. (Lívia M. 15.10.2009)
Texto actualizado em 22/10/2009
EcoaldeiasPequena comunidade de pessoas (entre 30 e 1000), que se baseia na comunidade, ecologia e espiritualidade. As ecoaldeias têm como objectivo proporcionar um estilo de vida harmonioso, quer com a natureza, quer com os outros membros da comunidade, sendo sustentável, no sentido de dar uma maior prioridade à produção local de alimentos orgânicos, energias renováveis, construção ecológica, funções de apoio social e familiar, conseguindo uma elevada qualidade de vida sem problemas ambientais.
A comunidade pode ser urbana ou rural, altamente tecnológica ou não, dependendo das circunstâncias e das convicções. O que é comum é o profundo respeito pela natureza e pelos seres humanos como parte integral da mesma.
Nestas comunidades as pessoas sentem-se apoiadas e responsáveis pelos que os rodeiam, criando um forte espírito de grupo. São suficientemente pequenas de modo que todos se sintam ouvidos e respeitados. Deste modo as pessoas participam nas decisões que afectam as suas vidas e a comunidade de uma forma transparente.
As ecoaldeias permitem aos seus membros explorar a sua relação espiritual com a terra. A interacção com o solo, água, vento, plantas e animais faz parte da vivência quotidiana. As necessidades diárias – comida, roupa e abrigo – são obtidos com respeito pelos ciclos da natureza. Todos expressam um profundo respeito pelos aspectos espirituais da vida.
Marta Pinto
Fonte: http://portugal.ecovillage.org/ecoaldeias_oqs.htm em 22/10/2009
AVALIAÇÃO: Trabalhos genéricos, mas claros e bem apresentados. Falta aprofundar e exemplicar.(Suficiente)-
5 COESÃO SOCIAL
5.1 Distribuição do rendimento e o risco de pobreza.
Em Portugal "o risco de pobreza após transferências sociais (20 por cento em 2004) e as desigualdades na distribuição dos rendimentos (rácio 8,2 em 2004) são das mais elevadas na União Europeia (UE)". A população mais idosa é a mais atingida pela pobreza, sendo que as despesas com a protecção social representavam 24,9 por cento do PIB, longe da média de UE de 27,3 por cento.
Nos países onde a desigualdade da distribuição do rendimento é menos marcada, a taxa de pobreza é menor, deste modo, pode-se avaliar o risco de pobreza.
Bruxelas identifica "seis riscos multidimensionais e sistémicos que afectam fortemente a inclusão em Portugal", sendo o primeiro dos quais a "pobreza infantil e pobreza dos idosos".
O insucesso escolar e abandono escolar precoce, os baixos níveis de qualificação, a participação diminuta em acções de aprendizagem ao longo da vida, a infoexclusão e ainda desigualdades e discriminação no acesso aos direitos das pessoas com deficiência e dos imigrantes, são outros riscos.
A Comissão Europeia destaca a adopção de medidas de combate à pobreza como "a activação do Rendimento Social de Inserção", os "Contratos de Desenvolvimento Social" e o "Complemento Solidário para Idosos", considerando, no entanto, que estas "não são suficientes para reduzir de forma significativa a pobreza".
“Em Portugal o risco de pobreza e as desigualdades na distribuição dos rendimentos são dos mais elevados da União Europeia, segundo o Relatório Conjunto de 2008 sobre Protecção e Inclusão Social divulgado em Bruxelas.”
5.2) Agregados familiares sem indivíduos empregados
Ter um emprego por contra própria ou por conta de outrem é um factor de diminuição do risco de pobreza.
Contudo, tendo em conta o peso da população trabalhadora na população em idade activa, verifica-se que a percentagem de trabalhadores que se encontram abaixo do limiar de pobreza esconde valores
absolutos relevantes.
O reconhecimento formal da existência de situações de in-work poverty nos Estados Membros, implicou uma necessidade de definição de indicadores e variáveis no contexto do Método Aberto de Coordenação na
Inclusão Social e da Estratégia Europeia de Emprego. Com estes novos indicadores será possível um melhor
conhecimento das causas e mecanismos de reprodução da pobreza junto da população que se encontra
inserida no mercado de trabalho e, consequentemente, poderá permitir mudanças nas orientações e
estratégias das políticas e medidas de inclusão social e de luta contra a pobreza.
A definição de in-work poverty utilizada no contexto do Método Aberto de Coordenação na Inclusão Social e
da Estratégia Europeia de Emprego tem como base a definição de trabalhadores pobres como os indivíduos
que se encontram inseridos no mercado de trabalho e cujo rendimento equivalente disponível – ou
seja, o rendimento disponível total do agregado familiar dividido pela sua "dimensão equivalente"– se
situa abaixo dos 60% da mediana nacional do rendimento equivalente.
Desta forma, a definição de in-work poverty abrange não só os trabalhadores pobres mas também o seu
agregado familiar. Uma abordagem efectuada ao nível do agregado familiar permite um enfoque nas
condições económicas de todas as pessoas – independentemente da idade e da situação face ao emprego –
que vivem em agregados onde existe pelo menos uma pessoa inserida no mercado de trabalho. Na base
desta abordagem prevalece a percepção de uma divisão dos recursos dentro do agregado familiar. Desta
forma, as condições económicas dos indivíduos dependem da soma de todos os recursos económicos
existentes no agregado e, consequentemente, o rendimento de um dos membros do agregado familiar pode
ser relativamente elevado e, no entanto, encontrar-se abaixo do limiar de pobreza. As famílias numerosas,
em que apenas um elemento se encontra inserido no mercado de trabalho e cujo rendimento não é suficiente
para evitar que todo o agregado familiar se encontre abaixo do limiar de pobreza, são exemplos destas
situações. Por outro lado, verifica-se igualmente a situação oposta, ou seja, trabalhadores com baixos
rendimentos que não se encontram em risco de pobreza devido ao rendimento total do agregado familiar,
como por exemplo, jovens com baixos rendimentos mas que podem usufruir de um nível de vida acima do
permitido pelo seu salário pelo facto de ainda se encontrar em casa dos pais e usufruir dos recursos deste
agregado familiar.
5.3 Desemprego de Longa Duração
O que é considerado Desemprego de Longa Duração?
Consideram-se em situação de Desemprego de Longa Duração, os trabalhadores dependentes ou independentes que, tendo disponibilidade para o trabalho, estejam desempregados há mais de 12 meses e inscritos no respectivo centro de emprego. Esta situação é certificada pelo Centro de Emprego em que o participante encontre inscrito. Segundo dados do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, no fim de Dezembro do ano passado, estavam registadas nos centros de emprego mais de 402 mil pessoas à procura de trabalho. Destas, mais de um terço, ou seja, mais de 143 mil, estavam à procura de emprego há mais de um ano. Estas últimas estatísticas oficiais conhecidas, mostram também que cerca de 80% dos desempregados de longa duração tem mais de 35 anos.
O desemprego afecta financeiramente e também psicologicamente a população, levando estes á exclusão social.
Não existe uma causa específica para o Desemprego de Longa Duração. Quando uma legislação laboral pouco flexível e o baixo nível de formação de desempregados, juntamente à inexistência de programas de formação que possibilitem a reconversão desses trabalhadores, são factores que o promovem.
Segundo a informação transmitida pelo quadro 5.1 "Desemprego de Longa Duração" vemos que entre o ano de 1999 e de 2003, a Alemanha era líder, entre os países europeus, em Desemprego de Longa Duração com as percentagens entre 4.3% e 4.6%. Portugal encontrava-se em 13º lugar da tabela com os valores entre 1.8% e 2.2%.
Quando se analisa o andamento do desemprego de Longa Duração na União Europeia, vemos que houve uma diminuição em meados da década de 90, contudo em 2002 houve um agravamento, podendo mesmo afirmar que hoje em dia o desemprego encontra-se numa situação caótica. Portugal é um dos países com uma taxa muito elevada de Desemprego de Longa Duração, e esta taxa está em crescimento.
Oito em cada dez Desempregados de Longa Duração têm mais de 35 anos. Provavelmente esta percentagem tende a vir a aumentar uma vez que o Governo Português considera Desempregados de Longa Duração, todas as pessoas que tiverem inscritas nos centros de emprego há mais de seis meses.
Quais as causas?
Segundo o Banco de Portugal, cada desempregado passa em média 23 meses à procura de trabalho, o número mais elevado da última década. Logo, é plausível deduzir que uma explicação para o problema do aumento do desemprego de longa duração, está relacionada com o abrandamento da economia, uma vez que esse abrandamento provoca o aumento do número de falências e, logicamente uma redução de actividades por parte das empresas.
Quais as consequências?
Uma das consequências mais notórias do desemprego de longa duração é o aumento das reformas antecipadas. Entre Janeiro e Dezembro do ano passado, trinta mil pensionistas entraram na reforma antecipada em Portugal. No entanto cerca de 15300 dos novos reformados já não tinham trabalho há mais de um ano sendo essa a principal razão para requerer a saída da vida activa, pois é a única forma de garantir sustento uma vez terminado o subsídio de desemprego.
Medidas atenuantes
Para combater este problema, o governo decidiu conceder apoios às empresas que celebrem contratos sem termo com desempregados de longa duração, através da isenção do pagamento das contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora por um período de 36 meses ou, atrás do apoio directo à contratação no montante 2.000€ em acumulação com a isenção do pagamento de contribuições para a Segurança Social pelo período máximo de 24 meses.
Fontes:
· http://diario.iol.pt/economia/portugal-desemprego-desempregados-longa-duracao-instituto-de-emprego/1039615-4058.html
· http://www.emprego2009.gov.pt/cidadao/medida_c8.htm
· http://www.banifib.pt/Banif/Document/1_Desemprego_geral.pdf
· http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1046615
· http://www.esquerda.net/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=9518
· http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1393141
Trabalho elaborado por: André, Cátia, Diana, Gonçalo e Marta
1. O que é afinal um país desenvolvido?
Países desenvolvidos são países que têm alto nível de desenvolvimento económico e social. Um dos critérios considerados para considerar um país desenvolvidoo é a renda per capita e o valor do produto intrno bruto per capita de cada país. Outro critério económico é a industrialização. os países onde o sector terciário e quaternário da industria predominam na economia são considerados desenvolvidos. Mais recentemente surgiu outra medida, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede três dimensões: riqueza, educação e esperança média de vida. Os países desenvolvidos geralmente são os que apresentam IDH elevado.
2. Exemplos de países desenvolvidos
Alguns dos países desenvolvidos: EUA, Canadá, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Japão.
3. Quais são os aspectos (variáveis) chave para o desenvolvimento de um país?
O desenvolvimento económico e social (pagamento de impostos), a industrialização (criação de postos de trabalho com a construção de empresas) e a riqueza (produto de um país) são os principais factores que influenciam o desenvolvimento de um país.
4. Porque há tantas diferenças entre o nível de desenvolvimento dos países?
O nível de desenvolvimento dos países diferencia de uns para os outros porque cada país tem um produto diferente, tem um nível de industrialização diferente, uma diferente taxa de pobreza e estes factores fazem com que o desenvolvimento dos países seja diferente.
Marta Pinto
Poder de compra 24% abaixo da média europeia
O poder de compra dos portugueses encontra-se 24% abaixo da média dos restantes países da Europa encontrando-se assim no 22ºlugar da tabela. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas o PIB per capita de Portugal ajusta-se à paridade do poder de compra, situa-se em apenas 76%, longe do 276%do Luxemburgo. Olhando apenas para o território nacional, os 16 concelhos com menor poder de compra per capita estavam, em 2007, situados na região Norte.
Em primeiro lugar, a oferecer o maior poder de compra de toda a Europa, está o Luxemburgo, quase três vezes superior à média.
Segundo números do Eurostat, Portugal ocupa a 11.ª posição na lista de salários mínimos dos países da UE, com 525 euros. As disparidades são grandes e os valores oscilam entre os
123 euros mensais e os 1600 euros. Em Janeiro de 2009, o montante mais elevado encontrava-se no
Luxemburgo nos 1642 euros por mês.
Portugal tem de liberalizar a economia, aliviar o peso do Estado, quer fiscal quer regulamentar, e pôr a casa em ordem em termos financeiros (sobretudo no orçamento), para permitir o desenvolvimento das empresas e dos mercados.
Marta Pinto